domingo, 13 de dezembro de 2009

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Foi um sonho. Confesso que um dos mais loucos. Me vi perdida e desamparada na escuridão da noite, no vazio das ruas. Estava preocupada, algo me perseguia, algo que não seria nada bom pra mim. Minha covardia mandou-me correr, lutar pela vida, lutar pelo novo. Mas a minha curiosidade falou mais alto, resolvi encarar.
Resolvi ver o que me perseguia, o que me deixava com tanta angustia e medo de ficar parada em um lugar só. Parei e olhei para os lados, tudo o que vi foram lojas fechadas e apagadas, semáforos que não funcionavam mais, era meu bairro. Era minha vida, morta. Era mórbido, no mínimo um tanto esquisito. Olhei pro chão e era asfalto. Percebi então que estava no meio da rua. Olhei para a frente, vi uma luz forte. Chegava perto, e perto, meus olhos não conseguiam enxergar mais nada além daquela iluminação hipnotizante. Precisava sair dali.
Foi então que comecei a correr. Corria totalmente em vão, meus passos, meus esforços não resultavam na menor distância. Era como correr numa piscina, por mais que você tente, você não consegue ir mais rapido.
E uma sensação de incapacidade me tomou, olhava pra trás e a luz chegava mais perto. Pensava que era um carro. Tentava correr mais rápido, inutilmente, já sabia que não adiantaria. Foi quando eu desisti. Meu suor escorrendo, meus esforços em vão não davam em nada. Parei e resolvi esperar o pior.
Era o terror. Tudo escuro com algo inexplicável e indentificável vindo atrás de você. Foi quando ele surgiu. Aquela criatura tão amedontradora, o objeto de meu suplício pela vida, o meu maior medo em minha frente. Seus olhos cobertos de ódio e rancor tiravam de mim toda a expectativa de sobrevivencia. Ele tinha duas armas nas duas mãos. Era um brinquedo extremamente perigoso. Um coelho, branco e fofo, com olhos de matador.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

the ugly truth

A vida, a vida
Alucina, me perturba
As dúvidas me alcançam
A impossibilidade é distúrbio

É impossível responder
Às perguntas mais difíceis
Não poderei corresponder
À expectativas perecíveis

Hoje você é, amanhã não é mais
Só gostaria de compreender
Como há quem viva em paz

O mundo e sua serenidade
Falso como o invisível
Só o tempo mostrará a verdade

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fernando Pessoa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora.Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

poema ruinzao

Mapeie meu cérebro
descubra meus segredos
descubra os mistérios
aprenda com meus medos

me fala das qualidades
conheça meus defeitos
tente ignorar a maldade
que rodeia todo meu peito

repare nas verdades
se esconda das mentiras
esqueça a saudade
tal coisa que alucina

Aproveita a passagem
porque o poder é todo meu
enquanto faz a sua viagem
descubra quem sou eu

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

raiva

tic tac tic tac
faz o barulho do relógio
doendo mas andando
a paciencia só esgotando

mil duvidas vao surgindo
enquanto o tempo vai passando
enquanto eu vou caindo
enquanto voce está curtindo

ironizando e escrevendo
o ódio está correndo
estará deus me observando?

essa merda está escrita
to fazendo um poema escroto
pra voces verem como está minha vida